Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘teatro’

A dúvida

“Otelo – (…) Pelo céu, é preferível ser enganado muito, a saber pouco do que se passa.”

Otelo, William Shakespeare

Read Full Post »

esta onda breliana

aqui.

Read Full Post »

O Teatro de Marionetas do Porto apresentou este Sábado “Make love not war”. No imaginário da guerra descobre-se a luta identitária, a desvalorização do outro, a desmotivação, a quebra e a ruína da estabilidade. Nada mata mais do que a guerra identitária. Talvez o próprio amor. Sim, talvez o amor mate mais.

Read Full Post »

onde o teatro começa

“Esganarelo: Ah, que amo abominável me vejo forçado a servir!”

D.João , Molière, tradução de Nuno Júdice

Artaud dizia que o teatro começava no fim de tudo o que era valoroso e moral na vida, na decadência mais profunda da civilização. Talvez tenha visto isso mesmo nas palavras de Esganarelo ou em tantas outras criadas por Molière para descrever o novelo imoral e transversal do poder, dos poderosos e dos subordinados e, acima de tudo, a sua banalização a partir de uma falsa racionalidade ou tentativa de manipulação. Parece coisa de hoje, mas foi de há pelo menos 336 anos.

Read Full Post »

animais

a história do teatro e do cinema está repleta de personagens que, sendo secundários, dão à narrativa uma carga de tal forma negativa que se tornam no alvo preferencial do ódio da assistência. não falo do vilão em si, mas sim do lacaio. o lacaio que faz o trabalho sujo sem questionar, que faz chegar o dinheiro, que mata, que bate, sem querer saber, com a frieza de quem nada tem lá dentro, de quem nem sequer consegue idealizar. é a expressão máxima da maldade que não pretende contrapartidas infligindo apenas a dor nos outros por puro hedonismo. é um personagem que não esconde, que não dissimula, mas que também não ambiciona. é uma coisa que suja as mãos onde outros não as podem meter. mas o que mais impressiona é a sua lealdade para com o vilão, o seu sectarismo subserviente. o lacaio é hoje uma figura recorrente dos dias.

Read Full Post »

on golden pond

a casa do lago é o filme que mais me emocionou até hoje. tenho um enorme fascínio por norman (henry fonda) e pelo seu sarcasmo rude. não deixa de ser (apenas) curioso que o filme, com origem na peça de ernest thompson e com argumento do mesmo, tenha estreado no ano em que nasci. mas, adiante.

vejo na televisão que felipe la feria levará a peça novamente a cena. vi-a há uns anos no teatro politeama feita pelo mesmo produtor e achei criminoso. norman era representado por ruy de carvalho que não passava de um avozinho simpático deitando por terra a ideia fundamental de conflito de gerações e de medo da morte. um dos piores tratamentos que vi ser dado a um personagem e, por consequência, a toda a ideia que serve de base à peça.

este é um exemplo claro da distinção entre cultura e entretenimento. um promove conteúdos revestindo-se de certas formas e o outro usa parte dos conteúdos para mostrar as formas.

Read Full Post »

sobre beckett

o absurdo não é o non sense. o absurdo é uma espécie de névoa que não nos deixa ver claramente, um desgaste da razão. o non sense é a ausência de sentido e o absurdo é a delusão. beckett nunca quis ser ou parecer non sense, essa será sempre uma ideia errada.

Read Full Post »

Older Posts »