Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘passeios’

Diz-se que dois dias é pouco para visitar cidades com muitos monumentos e outros locais históricos. Não concordo. É mais do que suficiente, basta ter um plano bem organizado. Dois dias é o suficiente para gastar dinheiro numa viagem a um lugar estrangeiro para visitar monumentos. Seria realemnte pouco se se tratasse de uma viagem em que o objectivo é experimentar uma vivência socio-cultural diferente. Não vale a pena vir ao Porto por dois dias porque nada verão. É uma cidade sem monumentos, mas é uma cidade monumental e isso precisa do seu tempo para ser saboreado.

Read Full Post »

regressar a casa

I swear I recognize your breath
Memories like fingerprints are slowly raising
me, you wouldnt recall, for I’m not my former
It’s hard when you’re stuck upon the shelf
I changed by not changing at all, small town predicts my fate
Perhaps that’s what no one wants to see
I just want to scream…hello…
My god its been so long, never dreamed you’d return
But now here you are, and here I am
Hearts and thoughts they fade…away.

Read Full Post »

Read Full Post »

negreiro

Há sempre um certo tom proletário e suburbano na travessia do Cacilheiro. A inquietação antes de chegar à margem norte é um misto entre ambição e cansaço a priori. Lisboa é como uma música, um vinho, cada qual sente-a de forma diferente. E é nessa subjectividade que se encontra o lado genuíno de cada um. A natureza do homem está na forma como se relaciona com o meio.

Read Full Post »

campo maior

A meia-noite em Elvas, como em todas as cidades da raia, é uma hora agitada, nervosa. Na estrada para Sta. Eulália já não se vê ninguém, mas ali, no centro, a avenida funciona como uma passagem necessária, obrigatória. Às claras, uns partem para o outro lado. Nervosos. Tensos. Aproxima-se a Páscoa e caminhamos para ela num velho jipe pela estrada antiga que vai dar mesmo à entrada da vila. Vê-se Badajoz e pensa-se nos camiões do contrabando, na droga, no sangue da guerra civil. E ali está ela, cidade luminosa e alegre.

Depois, o silêncio da vila. Os cães com os olhos pousados em nada, como que resignados com o vazio, já nem seguem a luz do carro. Paramos e está tudo igual excepto o vinho que foi substituído pelas minis e a lerpa pelo poker. Ao fundo da rua vejo o carro da guarda que espera impaciente pelo primeiro detractor da noite, e lá longe a seara verde brilha na noite como uma estrela no céu cinzento. É uma esperança como todas as outras que aguardam o milagre.

Read Full Post »

vila do conde 1

as antigas terras da maia partiam da ponte da pedra até à póvoa do varzim. eram longos terrenos agrícolas que nada deviam aos feudos. os agricultores mais velhos eram homens pujantes e resistentes ao tempo que passa. mas, chegados ao mar, a realidade era outra. homens com o cabelo branco, gastos e cansados cujos olhos eram uma mistura de amargura e ternura. terra de gente simples mas com uma personalidade forte e bastante desconfiada. berço de poesia revoltosa e literatura serena. exílio burguês. vila do conde, hoje dominada pelos negócios duvidosos e por fortunas da mesma natureza, é, como todas as cidades à beira mar, uma marginal de esperança e de morte.

Read Full Post »

para o jpb

obras do fidalgo

em 1734, antónio de vasconcelos de carvalho e menezes mandou edificar esta casa em vila boa de quires, mas por motivos que ainda hoje são desconhecidos, e que se pensa terem a ver com a falta dinheiro, a obra ficou por concluir ficando apenas a fachada granítica com traços muito evidentes da arquitectura barroca.

obras do fidalgo 1

a casa das obras, como é conhecida, é hoje uma ideia tosca de um “monteiro dos milhões” falhado, um fidalgo mais bacoco que barroco. é um lugar onde o silêncio do granito se envolve com os fetos e as silvas, onde o musgo devolve o carácter que a megalomania lhe tirou, onde a memória devolve o sonho da confluência e o tempo a dignidade.

(o fotógrafo não é bom, mas a máquina ser um telefonezito também não ajuda)

Read Full Post »