Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘on/off’

the american dream

Pouco depois de começarmos a conversar, o rapaz arrependeu-se de estar bêbado. Tinha, talvez, por hábito encharcar-se em cerveja nas noitadas com os amigos, porque pouco mais haveria entre eles para além da identidade. “Come and drink with us, Chris”. O jovem militar mostrou algum embaraço e voltou a pedir desculpa. Falámos um pouco mais de geografia e das coisas que simbolizam. No fim, disse-me que eu deveria ir viver para North Carolina. Voltei para casa e pus-me a procurar na internet. Fazia isto muitas vezes, dantes. Passei horas a ver fotografias da província americana. Sonhei com o Ohio do Neil Young e com o Arizona de John Ford. Eu, que nunca passei qualquer fronteira.

Anúncios

Read Full Post »

o celtibanco

Read Full Post »

o indulto

No final do séc. XIX o oeste americano era demasiado selvagem para haver bons e maus com a definição de um filme de caubóis. Os xerifes deixavam-se corromper pelos capitalistas locais e os fora-da-lei eram muitas vezes vítimas dessa circunstância. Assim foi também com Billy, The Kid. Nem anjo, nem demónio, apenas “um homem e a sua circunstância” num tempo muito peculiar.

Read Full Post »

programa de festas

 

Tenho feito pouco pelos dias. À noite saio à procura dos lugares onde se respirou de alívio e se dançou até não poder mais. É isso que fazemos, nightclubbing. E vamos sem expectativas, com a corrente, que o rock é intuitivo.

Read Full Post »

a dança

Era a noite mais longa de todas as noites e a rua brilhava com a chuva. Ouviam-se botas a bater na calçada e as pernas mexiam-se num compasso rigoroso. Por toda a cidade um movimento harmoniozo que aceita o inverno e devolve a humildade da dança. Dura como pedra, a canção entoava, então, como se todos a estivessem a ouvir.

Read Full Post »

against

Read Full Post »

black bird

Imaginemos que uma cidade se reflecte num rio largo e todas as pessoas se conseguem ver como num espelho. Imaginemos agora que essas pessoas se conseguem rir de si próprias de uma forma melancólica e de se verem a si e aos outros. Imaginemos também que esse reflexo quase cínico nos faz – isso mesmo – imaginar palavras e sons e cores e formas de outras cidades, de outras pessoas iguais a nós com outra forma e outra cor e outro som e outras palavras.

De repente, numa espiral de emoções e pensamentos cruzados, acordamos, é fim de tarde em Lisboa e estamos sentados no Jardim de Inverno do S.Luiz a ver Andrew Bird de olhos fechados a balouçar ao som de The night they drove old Dixie down, de violino na mão pronto a cantar-se e a contar-se. E a cidade parece fazer um pouco mais de sentido.

Ao Rui Tavares e ao Paulo Pena.

Read Full Post »

Older Posts »