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Posts Tagged ‘música’

do tempo, da cidade, dos dias e das noites serenas, da primavera, da certeza das coisas simples, do compasso livre, da leveza dos pés, das manhãs e do dia presente.

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timelapse II

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morning glory

Acordei cedo, com a cabeça ainda a balançar, na dança do equilíbrio. Não comi nada e saí. Visitei uns amigos na Rua da Prata e encontrei-me, já pela hora do almoço, com uma família que eu próprio escolhi, de certo modo. Depois do almoço, a cabeça continuava a latejar e, então, decidi voltar a casa. Estendi-me no sofá e coloquei um western do Sam Fuller. Decidi não jantar. Ainda ouvi dois discos, mas estava uma canção latente na minha nuca. Não sabendo bem porquê, procurei ouvi-la. Foi então que percebi que estava na altura de celebrar o rapaz que ficou lá para trás, numa manhã gloriosa, sem rugas. Nunca alguém disse que ia ser fácil. Agora, que a noite caiu, mais cedo que nos outros dias, estou aqui sentado a manifestar a vontade de acordar.

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out in space

sentir a falta da terra, dos pés na terra, da solidez dos dias, das certezas e das convicções, dos dogmas e do pecado tolerável. este blog faz anos, por esta altura. já não sei bem quando. será sempre recomendável dizer que é possível que ainda demore algum tempo até voltarmos para casa.

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o que será?

estou há horas em frente ao computador para encontrar uma citação. qualquer coisa. uma crónica, um poema, uma frase perdida por aí. qualquer coisa que contenha as palavras certas para esta inquietação, este desconforto indescritível. como uma música que fica dentro de nós, a querer sair, um beat latente, na nuca, mas que acaba por nunca encontrar expressão, que nunca encontra um cais; que fica à deriva, cá dentro. é, talvez, uma angústia. ou é, simplesmente, domingo.

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100 cages

não há intimidade nos cantos. porque a intimidade é um som redondo, envolvente. és íntimo da intimidade e do passeio público. dominas o silêncio para libertar o ruído. não há nada nos teus dedos que não seja uma frase respirada na rua. e dentro de casa, a celebração da solidão, a festa dos fantasmas e dos amigos imaginários. está a chover lá fora. não sei as horas. mas ainda há luz.

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trimm trabb

os meus ténis são verdes e amarelos. às vezes, quando olho para eles, nos dias cinzentos, lembro os dias de sol. são dias que se acabam, luz que expira. ficam só a memória e os ténis verdes e amarelos. e já não se pode voltar atrás.

“I’ve got trimm trabb
Like the flash boys have
And I can’t go back
Let it flow, let it flow
I sleep alone”

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