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Posts Tagged ‘deus’

beautiful boy

continuas a viagem e ouves o john lennon. está sol mas, se não fosse a escuridão nunca degustarias a luz. e depois o mar, que é como uma estrada sublime. já não sonhas com nova iorque, porque há poesia suficiente na tua rua.

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losing my religion

É quando a imagem aterradora e desumanizada do mundo se revela que a religião recupera os seus terrenos. Pois é nesse preciso momento que eu vou perdendo a minha, à medida que os pássaros caem do céu e as águas invadem a terra – os sinais de que Deus é algo maior sem intermediários. Então, mudo a direcção.

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acts of god

quando não se sente inventa-se. nos jornais e nas televisões a exploração da miséria que se vive nas caraíbas por estes dias é tal que vem reforçar uma certa conscienciazinha caridosa. a internet traz apelos abstractos, para o ar, de gentinha facebookiana preocupada. os braços dos mortos, os corpos poeirentos, os rostos perdidos. na televisão um jornalista diz reconhecer o cheiro dos cadáveres, o cheiro da morte. o cheiro extemporâneo da morte. nada a fazer. pelo menos os americanos são pragmáticos e chamam a estes acontecimentos “acts of god”. não estão cá com preocupações francesas e complexos ocidentais de uma certa culpa que se depreende da expressão “fortuito”. não há nada a fazer, e explorar o horror não traz dignidade nem água para beber.

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*inspirado pelo fil por outros motivos.

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da chuva

deixo a janela aberta. lá fora, e já quase aqui dentro de casa, a chuva cai serena, convicta. a mesma chuva que molha, que mói, que causa a doença e a morte, que destrói. poderia pensar que a chuva nos odeia. mas a chuva não odeia. ela aparece por necessidade. dela e nossa. encontro na chuva mais prazer do que necessidade e fico a pensar que até mesmo a vida é, muito mais vezes, uma necessidade em vez de um prazer. enrolo-me nesse cliché patético, como o são todos os clichés, e metaforizo deus no sentido de vida e por aí fora. faço isto insistentemente, vezes demais. começo a aborrecer-me com o misticismo serôdio deste blog e em particular deste texto. é então que lembro o que canta o manel cruz* e volto ao início do que me trouxe até aqui: a chuva é mais uma necessidade do que um prazer.

*”embora lave o medo que há do fim a chuva apaga o fogo que há em mim. ouço a voz de quem me quer tão bem e fico a ver se a chuva a ouvirá também.”

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da consciência

talvez tenha sido no século XVII que a ideia de deus se começou a modificar no sentido que conhecemos hoje. a ideia que uma sociedade faz de deus não é uma vontade deste, mas sim do espírito da época. o deus da época medieval é um deus impiedoso; o deus dos tempos modernos é misericordioso. mas, a verdade é que deus é aquilo que a nossa consciência faz dele e, no fundo, é isso a fé – a nossa consciência religiosa. deus está sempre lá, seja como for.

acredito num deus que está sempre a meu lado. não me interrogo muito sobre se este é bom ou mau. interrogo-me, sim, sobre as particularidades da sua criação, sobre o sentido da virtude e do pecado, sobre, enfim, os seus desígnios que são, também, os meus. nada condiciona a minha consciência religiosa, a não ser eu próprio porque o pior inimigo do homem é ele mesmo.

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