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Posts Tagged ‘correspondência’

Vemos o mundo por janelas e delas respiramos tanto quanto nos é permitido. Exprimimos de maneira diferente esse olhar sereno sobre as janelas, como se os olhos fossem fins de tarde melancólicos. E nessa forma de as olhar entendemo-nos. Não há maior elogio que esse.

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Caro Super M. (Metálico, leia-se):

Em primeiro lugar, sou muito regrado nas minhas refeições: ou como a horas ou não como, passo fome ou, até mesmo, como muita porcaria por inclusiva preguiça. Para mim, entrar num restaurante às três da tarde é comer fora de horas. Nâo para mim que me apetece comer, mas para os senhores que não estão para me aturar. É apenas auto e hetero responsabilidade.

Em segundo lugar, olho em volta porque admiro os outros, por puro gosto de observar como quem faz birdwatching que, como compreenderás, não será o mesmo que ir à caça.

Em terceiro lugar, sim, eu importo-me. Fui educado como todos os outros a viver num mundo de aparências e tenho complexos gravíssimos, principalmente no que diz respeito à minha família com a qual sou absolutamente crítico. São complexos e inseguranças que admito sem complexos, lá está.

Em quarto lugar, e perante a tua enumeração, sou um esteta e para além disso tenho fobias. Só como fruta e marisco com as mãos porque me dão uma percepção de frescura. Tudo o resto dá-me a percepção de gordura que não suporto. É um comportamento psico-somático que, como profissional da saúde, julgo que compreendes.

Em quinto lugar, e relativamente ao teu ponto número cinco, a alarvidade de que falo simbolicamente, visto tratar-se de um texto simbólico, não é um apontamento negativo, mas sim uma espontaneidade que admiro e que estou a admitir que perdi, não por cagança, mas sim por entropia ou efeito exterior.

No que diz respeito às sonatas para violino é um facto que não estás a ser cagão. Estás a ser somente parvo porque nunca precisarias de te explicar aqui por isso. Não se justifica a opus dei. O belo é belo, ponto.

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Caro Eremita,

A diferença entre Ourique e Avalon é que por aqui desfruta-se do que a arte nos oferece até ao limite. Não se perde muito tempo a pensar nisso apesar da sua natureza autobiográfica. Quem se preocupa demasiado com a manifestação da sua cultura não aproveita os seus verdadeiros frutos nesse sentido de ser um complemento dos dias. O excesso é a montra da vaidade.

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