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Posts Tagged ‘cinema’

as margens do rio

Scorcese fez uma carreira inteira dedicada à violência. Desde Alice doesn’t live here anymore até Shutter Island. Nesse percurso, foi descobrindo coisas que estão fora do âmbito jurídico. Coisas. A violência contra si mesmo, a violência contra o outro. A inadequação ao real. Temo que a arte não seja, de facto, tão transcendente. Há, antes, fenómenos que nos transcendem. O tio Stan explica, a partir de Burgess.

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resilient

Cobb: “What’s the most resilient parasite? An Idea. A single idea from the human mind can build cities. An idea can transform the world and rewrite all the rules.”

Inception (2010), Christopher Nolan.

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Chris Nolan tem a capacidade de criar em três elementos distintos e interdependentes: narrativa, cenário e mensagem. A interligação entre os três elementos, deveras complexa, é feita com o rigor de quem está empenhado em fazer cinema. Pois é  disso mesmo que estamos à espera, que se faça cinema.
Em Inception (2010), Nolan vai reunir consequências das suas experiências anteriores e contruir uma narrativa complexa, não em puzzle, mas sim em lego, onde todos nos sentimos integrados e na linha da frente do conhecimento dos factos que se vão construindo por força das circuntâncias.
Para isso, e através do tema principal, constrói uma cenografia que se altera e que projecta sempre o peso característico dos sonhos, o incómodo da alteração física dos espaços que nasce, de certa forma, com a ideia de que não sabemos muito bem como chegámos ali.
Com a forma e a matéria bem estruturadas consegue, então, tornar o enredo consistente e escorreito para chegar assim a uma moral. Acontece que a moral em Nolan está em vários lugares. E pode, também, não ser apenas uma. É o cinema a projectar a complexidade dos tempos e a tentar equilibrar forças, tal como Artaud falava do Teatro em relação à sua origem.
A única coisa que chateia em Inception é a banda sonora. Música de suspense exagerada e completamente ultrapassada. Tem muito que aprender com Scorsese, nesse capítulo.

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Há uma inevitabilidade na memória dos espaços. O nosso primeiro cinema, a estreia da Coppola para nós, o nosso primeiro encontro meio atabalhoado, o início do Verão aos 18 anos. Pois, é, esse suporte físico da memória também está a ser apagado. Fecharam-no, sabes?

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land of plenty

Há um desfazamento emocional entre a terra para a qual temos de regressar e aquela em que gostaríamos de ter ficado. É claro que é bom regressar. Mas o mais comum é sentirmos maior ligação intelectual com aquela que agora deixamos e darmos de caras com uma realidade desconfortável que há muito havíamos esquecido.

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The Conversation, Francis Ford Coppola, 1974

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