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Posts Tagged ‘amor e sexo’

ela

é a única estação de género feminino, precedida pelo deprimido inverno e à qual sucede o verão moreno e depilado. poderá ter-lhe sido concedido o género pelo seu perfume fresco e sensual. mas, é no seu temperamento inconstante que mais se assemelha à tendência feminina. entre as noites suaves e doces e o frio lancinante. entre as tardes soalheiras e as águas tardias e implacáveis. é o fim do tédio e o nascimento do desejo e do prazer; dos dedos cravados na pele e dos corpos quentes entrelaçados na madrugada.

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this mess we’re in

esta confusão em que estamos metidos. é um estreito labirinto de cactos. é o relógio – tic tac – a apressar a angústia dos dias. esta confusão em que estamos metidos. é a minha falta de jeito.

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por algum motivo os estrangeiros lhe chamam fall in love. trata-se, efectivamente, de uma queda, o pior dos martírios. cria-se numa espécie de bipolaridade, entre a felicidade extrema e o sofrimento agonizante. “o amor é fodido”, dir-se-ia, ou “o amor é um gajo estranho”. o dia dos namorados não é o dia do amor, é o dia da sua derrota. a sua celebração faz, por isso, todo o sentido. abençoados os que superam a mais dura das condições humanas.

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vivo

nunca senti ânsia de regressar a um lugar. a minha ansiedade concentra-se nos rostos e na cumplicidade dos gestos. o que distingue os lugares das pessoas é isso mesmo, a cumplicidade, a reciprocidade. a memória do que sentimos com os gestos e com os rostos não desaparece. se ela desaparece, ou quando simplesmente não nos provoca a vontade, é porque não há nada que nos ligue. somos um produto inacabado do acaso. mas, quando a cumplicidade existe, quando ela é real, nasce uma ansiedade estúpida e incontrolável dentro de nós. é a vontade de repetir e de gostar de gostar. o suficiente para estarmos vivos.

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mucho mistrust

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golpe baixo

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super low

Lá vão os dois a passear pela rua, lado-a-lado, enquanto escapam da chuva e os gatos se roçam nas esquinas ao som da melancolia da rua. Nem é preciso música. O asfalto soa a saxofones e as nuvens são percussão dos céus e os cachecóis o contrabaixo do conforto. Os dois, de mal com a vida mas com vida suficiente para o futuro, desenham planos e realizam sonhos nos vidros embaciados das lojas e nos guardanapos dos cafés. Os olhos brilham, novos e vivos. Quase que me lembro disso… quando a cidade dormia.

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