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Posts Tagged ‘a vida de um blog’

out in space

sentir a falta da terra, dos pés na terra, da solidez dos dias, das certezas e das convicções, dos dogmas e do pecado tolerável. este blog faz anos, por esta altura. já não sei bem quando. será sempre recomendável dizer que é possível que ainda demore algum tempo até voltarmos para casa.

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na fronteira

às vezes quase me arrependo do nome deste blog. no entanto, quando sinto, de novo, a vontade de escrever e compreendo que estou de bem com as coisas, lembro-me da canção que o inspirou e tudo volta a fazer sentido. much communications in a motion. e é isto.

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segredo virtual

– há alguma coisa que me queiras dizer?

– sim, talvez… não que seja um segredo mas, talvez fosse melhor dizer agora.

– eu sabia…

– calma, não é nada de grave. mas, eu precisava de um outro espaço, para me sentir mais livre, mais solto. um lugar onde a minha intimidade corresse nua e onde a pudessem olhar. e onde ninguém a visse.

– deixa-te de merdas e diz o que é.

– bem, eu… eu tenho outro blog.

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regressar

Estamos sempre de partida. Mas, é bom regressar. Escrevo, agora, de outra vida. Está tudo bem. Talvez já haja mais alguma coisa para dizer, algo melhor. Tudo devido a um talismã. Hoje ouvi este disco outra vez.

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Ali ao lado há uma coluna destinada a locais que devemos sempre visitar ou consultar. Pacheco Pereira chama-lhe dinamite cerebral, expressão um tanto ou quanto pretensiosa. Há quem diga tonta. Mas ideia está lá, matéria que nos revolucione cá dentro; matéria que nos torne mais fortes e esclarecidos, que nos eduque e ao mesmo tempo que nos dê prazer. A última a ser acrescentada foi The Plant List, uma base de dados que não serve só para disponibilizar conhecimento enciclopédico, mas que pretende ajudar-nos a conhecer e a compreender o que está à nossa frente.

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Não é fácil ser cool na internet. Por esta altura a discussão mais forte é sempre a que está entre a dicotomia amor/ódio do Natal. Que fazer? Uns animam blogs com floquinhos de neve a cair sobre o texto (muito lindo!), outros não conseguem evitar uma canção de Natal por dia, no mínimo. Há quem prefira a fotografia das iluminações das cidades ou então quem opte pela exposição dos seus desejos mais materialistas. No fim acabam todos a fazer promessas e juras de solidariedade. Do outro lado da barricada estão os que, muito resumidamente, consideram tudo isto “uma tremenda foleirada”. E agora, ainda por cima, há o Facebook. Deus nos salve a todos!

Gostamos de fazer juízos sobre as escolhas dos outros. Ainda bem que assim é. Mas o excesso na linguagem – e daqui fala um excessivo – do tema científico “Natal” destrói-nos pela vulgaridade da coisa, pela sua superficialidade. Gosto do Natal. Gosto do cheiro das ruas e da luz artificialmente celeste das iluminações. Gosto do tom confortável da minha casa. Gosto dos poemas do David Mourão Ferreira e das canções dos crooners ou até mesmo das rockalhadas de Chuck Barry. Mas, não é cool chatear as pessoas por causa disso. Faço-o na intimidade, como uma religião só minha.

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Vemos o mundo por janelas e delas respiramos tanto quanto nos é permitido. Exprimimos de maneira diferente esse olhar sereno sobre as janelas, como se os olhos fossem fins de tarde melancólicos. E nessa forma de as olhar entendemo-nos. Não há maior elogio que esse.

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