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Archive for Fevereiro, 2012

prioridades

a grande prioridade deve ser, sempre, definir o caminho, identificando o seu sentido. não vale a pena inventar atalhos para atingir um objectivo. se já erramos tantas vezes nas acções, é bom que nos mantenhamos bem focados no propósito de tudo isto.

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lembrei-me de ti, hoje. as primeiras manhãs da primavera nunca são bonitas fora das searas. nem sequer existe mais silêncio do que o teu silêncio. a cidade nunca me deslumbrará por isso mesmo. fiquei a pensar em como ainda admiro a tua coragem. é para isso que servem os irmãos mais velhos, para os admirarmos.

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blues funeral

Muddy Waters dizia que o blues era sobre não ter dinheiro e não ter mulher, no sentido de ser abandonado e ficar a uivar ao luar. A dimensão do blues, apesar de sublime, era campesina. Arrastado para cidades grandes, como Chicago, o blues nunca morreu. Ele transformou-se. A sua urbanidade tem a mesma natureza, de inquietação e sofrimento, mas obedece a um conjunto de circunstâncias diferentes, apesar de filosoficamente idênticas. Quando o problema deixa de ser a moeda e o amor e passa a ser a visão egoísta da perda e do abandono, estamos a enterrá-lo com as nossas fragilidades, a manipulá-lo. Mas ninguém quer matar o blues, de forma voluntária e calculada. É por isso que as pessoas vão passear à beira-rio – uma espécie de retorno.

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egocentrismo

O que são as coisas?

As coisas são o que são: o amor, o ódio, o vinho, a verdade, a música, a violência, a generosidade. Todas elas, substantivos manipulados por um sujeito para determinado predicado. As coisas são o que fazemos delas.

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con toda palabra

há sempre, nas minhas palavras, um sentido dúbio. nunca sei muito bem o que estou a dizer. mas dizer é, em si e por si, uma forma de dar forma às coisas.

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as margens do rio

Scorcese fez uma carreira inteira dedicada à violência. Desde Alice doesn’t live here anymore até Shutter Island. Nesse percurso, foi descobrindo coisas que estão fora do âmbito jurídico. Coisas. A violência contra si mesmo, a violência contra o outro. A inadequação ao real. Temo que a arte não seja, de facto, tão transcendente. Há, antes, fenómenos que nos transcendem. O tio Stan explica, a partir de Burgess.

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