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Archive for Dezembro, 2010

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mucho mistrust

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homens de negócios

Há uma altura nas conversas dos adultos em que o tema falha. Os interesses são diferentes e por uma mera coincidência cósmica as pessoas acabam por estar no mesmo espaço físico. É então que a única solução passa por falar em negócios. Pior que uma conversa de elevador ou qualquer outra que tente safar o silêncio constrangedor, esta conversa de circunstância determina apenas uma coisa: já não nos sabemos maravilhar com a simplicidade e perdemos o restinho de humanidade dos 18 anos.

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não ao ressentimento

Precisamos de uma atitude contra o ressentimento. É isso mesmo, tal como disse o Nuno tantas vezes e ninguém lhe ligou. Não se pode viver assim, sempre insatisfeito e a colocar nos outros o peso das nossas castrações. Queixas e mais queixas e nem um espaço para um relaxamento sentido. Falo de um “não quero saber” e não de um “quero lá saber dos outros”, porque esta segunda expressão carrega já em si o ressentimento na existência dos outros. Chega de querer ser isto ou aquilo, de querer ter ou pertencer. Chega de invejar em silêncio com um boneco de voodoo na mão. É tempo de existir sem resignações mas com uma atitude com carácter. Porra, só não somos mais felizes porque alimentamos precisamente o contrário.

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programa de festas

 

Tenho feito pouco pelos dias. À noite saio à procura dos lugares onde se respirou de alívio e se dançou até não poder mais. É isso que fazemos, nightclubbing. E vamos sem expectativas, com a corrente, que o rock é intuitivo.

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o mercado da memória

Com o cérebro vazio como um parque de estacionamento num filme de suspense, sem um único sinal de movimento, ria enquanto ia repetindo “este gajo, eheheh, que grande maluco”, acompanhando com um paradoxal abanar de cabeça como quem diz não. E repetia isto ao mesmo tempo que na rádio, na voz do locutor, sobressaía a expressão “grande maluco” com a emoção de uma marta depois do almoço. Gostava daqueles programas de revivalismo. “Eh! esta música… xiiii este shampô…”. Como seria possível alguém lembrar-se de tanta coisa.? Nunca tinha pensado na memória nem no que ela lhe trazia. Mas, ali, no meio do trãnsito, distraía-se enquanto os outros se lembravam por ele. Isto é que é entretenimento! É mesmo disto que precisamos: gente bem disposta que nos ofereça uma memória standard a preço imbatível. Na volta ainda vai ao espectáculo no Tivoli.

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