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Archive for Setembro, 2010

tempo e espaço

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galego do sul

Esta cidade tem demasiado sol. Por isso, quando nasce Outubro, gostava de ter nascido lá onde as serras se erguem em tonalidades outonais, as mulheres têm os olhos verdes e o peito quente, e onde as tardes são como cobertores. Home is where the heart is, dizem. E no Outono eu gosto do Minho.

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No reino animal uma parte substancial das fêmeas tem mecanismos de defesa e protecção desenvolvidos muito por causa das suas crias. O instinto e a capacidade física determinam a fraqueza e o poder de cada espécie. Nas mulheres há um elemento extraordinário que determina a sua resistência às adversidades: a personalidade. E, já agora, o cérebro em sentido amplo. Não sei se o mesmo acontecerá com alguns homens, demasiado ligados ao seu instinto. O que sei é que cada mulher terá a sua própria forma de adaptação. Umas mais do que outras, é certo, mas é algo que não podemos censurar ou até paternalizar. Dá-se é o exemplo. Tenho uns excelentes para dar, felizmente.

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muslim

Esperava por um amigo nas traseiras da Mesquita. Olhei para cima e vi uma fotografia. O minarete nascia sobre a claridade de Lisboa. É claro que o telemóvel não iria conseguir captar o que eu pretendia, mas tentar não custa. No momento em que acabava de tirar a fotografia aproximou-se um homem. Dirige-se a mim e e estende-me a mão:
– Hello.
– …
– Are you a muslim?
– No, no – respondo a sorrir timidamente no meu melhor estrangeiro -, just taking a picture.
Não diz mais nada e despede-se em silêncio. Fiquei curioso.

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em terra de cegos

Fingem a humildade ensaiando uma arrogância serôdia. Deveria ser ao contrário. Mas parece que é algo típico lá na terra dos estúpidos. Quando pretendem triunfar são óbvios e, no entanto, perigosos, pois há muitos mais estúpidos a darem-lhes ouvidos.

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sem sotaque

Subo a José Malhoa (avenida, em Lisboa tudo é avenida) e passo em frente a um Hotel. À porta, duas pessoas despedem-se enquanto o táxi aguarda. Reconheço a língua por algumas palavras e pela fonética. Mas não é para falar das minhas extraordinárias qualidades cognitivas que escrevo… A bem dizer, até é. Pois não foi nada difícil perceber que a mulher é portuguesa. A acentuação, a moleza nos r’s e o excessivo anasalamento de consoantes já por si anasaladas. Talvez não seja uma característica geral. Talvez sejam mesmo os lisboetas e a sua linguagem com falta de sotaque. Aquilo não é sotaque, é displicência.

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