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Archive for Maio, 2010

O Teatro de Marionetas do Porto apresentou este Sábado “Make love not war”. No imaginário da guerra descobre-se a luta identitária, a desvalorização do outro, a desmotivação, a quebra e a ruína da estabilidade. Nada mata mais do que a guerra identitária. Talvez o próprio amor. Sim, talvez o amor mate mais.

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Resmungar é um vício. As pessoas habituam-se e depois é uma chatice. Nesta cidade, pelo menos, durante anos o inconformismo de café com o poder que tinha sonegado todos os direitos culturais era tal que a morte de toda a cultura parecia já uma certeza. Dou por mim este fim-de-semana e nos próximos tempos sem margem de manobra para escolher. Acontece qualquer coisa todos os dias e muitas vezes a todas as horas. E até já se avista a Feira das Vaidades do Livro. Ainda assim resmunga-se porque o poder deveria ter subsidiado, interferido, programado sobre a vontade do indivíduo. Infelizmente tiveram de ser os privados a mexer o rabo. Nada mau para uma cidade de preguiçosos.

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Mas ela amava a cidade, o ruído que nos inventa um ser civilizado e imortal.
– Que vamos fazer na aldeia? Olhar as couves?
o telefone que nos inventa o ser social, o tráfego que nos inventa um largo raio de acção.

Vergílio Ferreira, in Para Sempre,

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vergílio

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cada vez mais

Agostinho da Silva dizia “posto que viver me é excelente, cada vez mais gosto mais de menos gente”. De forma simpática, note-se. Eu cada vez mais gosto menos de mais gente. Estou cansado do sentimentalismo pacóvio, do populismo adolescente, da futilidade das massas, do carneirismo acéfalo – o lixo mainstream.

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Hype

Por aqui perde-se a cabeça facilmente com as modas. Modinhas. De repente, de algo extremamente banal faz-se a melhor coisa do mundo. Veja-se o caso desta bandinha que apareceu agora como se fosse a oitava maravilha do mundo – The xx. Não há explicação para o hype. A verdade é que já vimos isto acontecer com um sem-número de outras bandas. A New Musical Express (NME), por exemplo, costuma vomitar listas infindáveis de next big things todas as semanas. Em Portugal, os saloios compram a NME e vão na cantiga. Eu compreendo a falta de tempo para ouvir.

Há cerca de dois anos apareceu uma banda chamada Dodos. A sua construção harmónico-melódica era de longe uma das mais interessantes que ouvi nos últimos tempos. A qualidade lírica e a transpiração dos instrumentos fazia renascer o sonho de que alguém faz música por gosto e não para se evidenciar no mainstream alternativo. Em Portugal o concerto nem sussurrado foi. A crítica ignorou. Talvez o NME não lhes tivesse dado atenção. Eu compreendo. Em Portugal passa-se mais tempo a ler revistas e críticas do que propriamente a ouvir música.

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