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Archive for Março, 2010

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O rock’n’roll, apesar de estar no saco da música popular contemporânea, não tem uma natureza intimamente pop nem tecnicamente erudita ou virtuosa. O rock é, por tendência, marginal. Daí que não faça sentido avaliar um artista ou um grupo pela sua qualidade técnica, mas sim pela sua força e impacto.

Vem isto a propósito de um showcase dos Dead Weather. Serious rock’n’roll.

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domingo no burgo

depois da noite nebulosa de fumo e da velocidade com que os copos enchem, depois das ruas mijadas e da decadência a escorrer do passeio para as sarjetas do progresso, depois dos tombos e dos gritos desproporcionais, depois de tudo isto, a manhã e o céu azul. e agora a tarde luminosa que preenche todos os cantos da cidade e as tuas cores em toda a parte.

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não há tempo

antes de partires quero só dizer-te que és grande. muito grande.

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novo blog

a partir de agora estarei também aqui, talvez mais tempo, não sei. passem por lá.

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colheita tardia

É a relação social afectiva que nos leva a ganhar afinidades com um determinado sítio. Podemos ter vivido no mais cinzento dos subúrbios, no centro do maior desastre urbanístico de que há memória ou até mesmo num meio fechado e bronco. A verdade é que a relação social afectiva vai determinar a nossa cumplicidade com as ruas, com as cores, com os cheiros. Tudo aquilo que fizemos – os amigos, os jogos da bola, os amores, as correrias, os domingos, o rock’n’roill – vai-se manifestar na imagem que construímos, mais tarde, do sítio onde crescemos. Cada paralelo, cada árvore, cada muro têm o seu lugar para construir uma memória que é nossa – individual, intimista. No fundo, é a relação que temos com nós próprios e que projectámos a vida inteira no meio de sociabilização, a nossa percepção de nós mesmos no meio, que determina a relação afectiva com a memória.

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everything must go

num dos dias mais tristes e dolorosos da minha vida, talvez o mais traumático, ouvia este disco. ouvi-lo, ainda hoje, é  usar a memória como objecto cortante e espetá-la mesmo no centro do peito. ainda assim recebe-se a notícia com toda a alegria e esperança. porque, acima de tudo, foram eles que nos ensinaram a dizer em doce desespero:

We don’t talk about love
we only want to get drunk
And we are not allowed to spend
As we are told that this is the end

A design for life

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