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Archive for Dezembro, 2009

inês (a primeira, sempre) miguel e maria, joão, tiago, elisa, arlindo do rego, alexandra, nadia, cristina, helena, vieira, joana l., zé pedro, nuno c. s., rita sarah e tomás assim os 3 de seguida, margarida gabino pedro e catarina, luis, jorge, marta, fausto, nuno e joãozinho. e depois todos os pequenos que vieram ao mundo.

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bom ano

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é um remédio

fecho os olhos. agora sim vejo onde estou. reconheço as ruas e a baía da cidade. é cape town. eufóricos e estranhamente descontraídos, um grupo de europeus do norte expande-se pelo passeio carregando garrafas de champagne como adereço. não reparam, contudo, nos moleques que lhes espiam as carteiras e os bolsos. uma prostituta chama a minha atenção. é um homem. um outro grupo de prostitutas insiste num grupo de estrangeiros, jovens yuppies que vão salvar o terceiro mundo. de alguns bares sai o som forçado do free jazz, mas a maioria afunda-se no hip-hop americano. um bmw e um volvo e o cheiro da heroína que lhes sai do escape sopram os segundos finais do ano.

volto a abrir os olhos. a humidade consome-me o corpo. sei agora onde estou. sinto o cheiro do pacífico. cheguei a tempo a lima e posso dar-me por satisfeito. odeio o cheiro das putas colombianas. evito a azáfama de buenos aires e posso ainda sentir o conforto dos andes. se calhar, quando abrir os olhos novamente, estarei em kuala lumpur, em hanói, em oslo, em istambul ou noutro lado qualquer consumido pela decadência da solidão. mais vale isso que o tédio burguês de um apartamento demasiado confortável em s.mamede de infesta.

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balanço

em avalon os anos não passam. passa antes o tempo, devagar. às vezes de um dia para o outro tudo muda. o vento, a voz, o amor, os outros. por isso não há muito a dizer. tudo como dantes. há só o tordo que deixou de sobrevoar a eira e a fábrica que fechou no fundo da estrada. mas, tirando a lua, nada disso é muito forçado. muda, apenas. talvez eu possa ter mudado. porém, ainda é muito cedo para diagonósticos. esperemos mais dois ou três anos para fazer o balanço deste.

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egoísmo melancólico

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não é meu costume, pelo menos em avalon, meter-me com os senhores dos outros blogs de outra forma que não a meramente retórica. acontece que ando há umas semanas com esta impressão na garganta, como que num início de gripe. o melhor é assumi-la antes que o estado das coisas se degrade. bem, também não é preciso tanto dramatismo. mas, adiante.

dizia eu que, há umas semanas, o filipe nunes vicente num dos seus stasis benfiquistas, após comentário meu, confrontou-me com o facto de nem sequer saber o que eu escrevo ou penso. na altura fiquei perplexo com a indignação do filipe. pensei: mas será que o fnv não vê que ele próprio fechou a caixa de comentários a todos os que não têm conta no gmail?

hoje, quando ia comentar outro post no mar salgado, lembrei-me novamente do episódio. a dúvida voltou a instalar-se. será que o fnv acha que as contas de gmail autentificam uma identidade, sendo que todas as outras são sinónimo do mais bárbaro dos anonimatos? pois eu tenho uma conta de gmail que não corresponde a um blog visto que o meu blog está instalado noutra plataforma, o wordpress. e qualquer outra pessoa que cometa o crime de ter conta que não no gmail não poderá comentar, mesmo tendo um blog noutra plataforma com a sua fotografia e dados pessoais bem visíveis. é claro que eu compreendo que seja uma opção do blog e não tenho nada a ver com isso. só tenho a ver quando sou confrontado com o desconhecimento da minha visão sobre a humanidade no geral e do benfica em particular. coisa que aqui, de resto, dificilmente se encontrará. mas isso agora não interessa nada.

nota: é evidente que eu podia deixar a morada do blog no final dos meus comentários, mas para além de a auto-promoção não ser o meu forte, isso daria imenso trabalho.

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outra década

numa última nota sobre a década queria lembrar aqueles que foram os artistas verdadeiramente marcantes nas discotecas e noutras festas. foram eles os joy division, os new order, depeche mode, the cure e por aí fora. nunca se viu nada igual a esta onda de revivalismo dos anos 80 que durou quase 10 anos. os espaços nocturnos foram possuídos por esta vaga e mesmo a rádio e a televisão aproveitaram com delay esta tendência deprimente. de repente qualquer boca dizia “os anos 80”. havia uma festa e o dj passa música “dos anos 80”. saía para um bar que não conhecia e os amigos garantiam-me que era extraordinário porque passava “música dos anos 80”. tremo.

a memória foi inserida como um chip. “lembram-se disto?”, se perguntarem e mostrarem 100 vezes como não nos haveremos de lembrar? o problema é que esse auxiliar é artificial e nada tem de genuíno. não há um dia que passe que não me recorde das minhas manhãs e tardes de infância em frente à televisão, da rua e das pessoas que marcaram a minha vida, do cheiros e dos sons. não há um dia que passe. a memória não merece ser tratada assim, de forma descartável com displicência e futilidade. ela é um dos nossos bens mais preciosos.

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